O Aniquilacionismo
Minuta Introdutória:
As muitas teorias e argumentações sobre a pauta em análise, podem levar as muitas controvérsias; mas, ainda que seja isto que a escatologia represente para muitos. O conflito é justamente pelo assunto ser o futuro. A idéia central deste artigo não é se existe sono ou consciência de alma na vida pós-morte, mas levá-los a compreensão de que todo ponto de vista debaixo do sol é humano e a vida “pós-morte” é uma revelação Divina. Encontramos elementos de concordância nas chamadas denominações históricas; um deles é a condição de consciência ativa no estado intermediário entre a morte e a ressurreição. Podemos discordar sobre a natureza do milênio, da tribulação, do reino de Deus, mas sobre a consciência e o estado de bênção no estado intermediário, certamente não. A razão é simples: apesar de raros, os textos que tratam do assunto nos levam para o mesmo caminho. Os contrários, ou seja, os representantes da morte da alma ou do sono da alma, são poucos e não encontram representantes nas denominações históricas e, por isso, tais doutrinas não são vistas como ameaçadoras. Entretanto, essa não era a situação na primeira metade do século XVI. A idéia de um estado de inconsciência entre a morte e a ressurreição ganhou destaque e parecia ser uma ameaça. Como um excelente exegeta, Calvino preocupa-se em começar estabelecendo o significado das expressões envolvidas. Primeiramente ele reconhece a variação de significado na terminologia “sono da alma”. Há os que admitem um estado de insensibilidade entre a morte e o dia do julgamento quando se dará o despertar do sono. Outros, contudo, negam a “real existência” da alma neste período entendendo que a alma perece com o corpo até o dia em que será ressuscitada com ele. Em resposta a essas visões, Calvino assegura que a alma é “uma substância, e após a morte do corpo vive verdadeiramente sendo dotada de sentido e entendimento”.
O estado intermediário.II Coríntios 4:16; 5:10
4:16 Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. 5:4 Pois, na verdade, os que estamos neste tabernáculo gememos angustiados, não por querermos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Concentremos nas grandes decisões de significado do texto. São elas: O que vem a ser o “homem exterior” e o “homem interior”? Trata-se do mesmo “velho homem” de Romanos 6.6 e Efésios 4.22 ou um contraste de elementos da constituição humana (corpo e espírito)? O tempo presente no primeiro verso indica garantia de cumprimento da promessa ou que a promessa de um edifício será cumprida imediatamente após a morte? O que significa “edifício”? Um novo corpo em contraste com o corpo presente? Bênçãos espirituais ligadas à imortalidade? Qual o melhor texto para o verso três? Que tipo de nudez o texto se refere? Nudez de um novo corpo? Nudez moral? Nudez de bênçãos? Devemos ver a nudez como uma expressão grega ou hebraica? Calvino observa que “Deus não evoca dos quatro elementos matéria nova para plasmar homens, mas, antes dos sepulcros evoca os mortos”; Calvino não nega que essa vestimenta, chamada de edifício, envolve também o corpo da ressurreição. Para ele, tanto a “imortalidade” quanto o “corpo ressurreto” são possibilidades legítimas e oportunas de entendimento do “edifício”. Sem descartar nenhuma das possibilidades, Calvino sintetiza: “[…] prefiro considerar que o estado de bem-aventurança da alma após a morte é o início desse edifício, mas que sua conclusão: é a glória da ressurreição final”. O contraste entre início e conclusão revela o cuidado de Calvino em não defender uma ressurreição imediata após a morte. Sua negativa de uma ressurreição imediata se dá pela implicação de que não podemos rejeitar a realidade do corpo morto. Para Calvino, a rejeição da ressurreição do corpo não somente vai contra textos claros como I Coríntios 15:53 (o contraste entre corruptível e incorruptível só faz sentido se houver mudança de qualidade); Daniel 12:13 e João 5:28-29.
Alguns Pontos de vista Bíblicos sobre o Sono da Alma:
O conceito do "sono da alma" não é uma doutrina bíblica. Quando a Bíblia diz que uma pessoa está "dormindo" em relação à morte (Lucas 8:52; 1 Coríntios 15:6), não significa um “sono” literal. Dormir é só uma forma de descrever a morte porque um corpo morto aparenta estar dormindo. Para os Cristãos, estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (IICoríntios 5:6-8; Filipenses 1:23). Para os incrédulos, a morte significa punição eterna no inferno (Lucas 16:22-23). No momento que morremos, temos que encarar o julgamento de Deus (Hebreus 9:27). Até à ressurreição, no entanto, há um céu temporário chamado de “Paraíso” (Lucas 23:43; IICoríntios 12:4); e um inferno temporário chamado no grego de “hades” (Apocalipse 1:18; 20:13-14). Lucas 16:22-24; . Ambos estão conscientes; um gozando o Paraíso, outro sofrendo no Inferno. (Apocalipse 6:9-10) E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? Conscientes, clamando, adorando, etc. (Filipenses 1:23-24) Mas de ambos os lados estou em aperto, tendo desejo de partir, e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor. 24 Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne. Partir daqui é estar imediatamente gozando da e na Presença de Cristo.
O Aniquilacionismo, vulgarmente chamada de “Sono da Alma”. Leva-nos ao equivoco do direcionamento diretivo da alma, refutando ao contexto bíblico de (Fl1:23) mostrando-nos que o “sono da alma” é equivocado em sua doutrina; pois a mesma se contradiz em si mesma, sendo que esquece da restauração do corruptível para o incorruptível. Lembrando que a citação bíblica acerca do dormir é uma metáfora acerca da morte do corruptível, ou seja, a forma corpórea e que como o sono é temporário este período também o será; mas que haverá o momento do revestimento corpóreo do que era corruptível para o incorruptível (I Co 15:54). Encerro com a mais singela das minhas inconclusivas conclusão, dizendo que diante de toda esta reflexão o mais importante é estar em Cristo pela fé!
Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos. Hb11:1
FONTE DE PESQUISA:
Ministério CACP – Prof.Flávio Martinez
Cd de estudos palavra prudente – Helio de Meneses
Escola Charles Spurgeon
Fundamentação exegética do Estado intermediário em João Calvino.